
Conforme tenho divulgado aqui, a Fabiola ontem fez seu primeiro treino na Corrida. E que corrida! Antecipo o Final deste Post: 3,4 km de pura diversão, com direito a alegações finais orais pela Fabiola, comento essa parte a seguir. Marcamos por volta das 20h30min.
Eu estava ansioso, e nada do meu celular tocar; cheguei a pensar que ela fosse desistir, ou o Davi (filhinho de 1 ano) não conseguiu contar carneirinhos. Eu estava errado, a Fabiola ligou e fomos nos encontrar em frente ao Giassi. Escolhi Rage Against The Machine para minha trilha sonora.
Caminhamos até a Beira Rio, para fazer um mini aquecimento, e quando chegamos na ‘Largada’, registramos o momento histórico (que são essas fotos que postei), a Fabiola iniciando no esporte! Começamos e terminamos com um ritmo confortável. Nos primeiros 500 m. a Fabiola já começa: ‘Mano, estou com uma dor no Tornozelo’. Para não desestimular, disse que era normal, logo que estivesse mais aquecida a dor desapareceria e, de fato passou. Um pouco mais na frente a Fabiola disse que a dor tinha passado mesmo, mas a bunda estava dormente. Ela ainda disse: ‘Mano, não põe isso no Blog né?!’ (Lamento irmã, já foi) Bom, ‘prefiro não comentar’, isso será problema dela e do André (o melhor cunhado do mundo).
Um pouco mais na frente, passa uma menina correndo por nós, muito rápida, e estava contra o vento! Só reconhecemos quando estava bem perto, e, acreditem, era a Marayse, disputando uma prova profissional de certo, porque o ritmo dela era forte. Marayse, você está escondendo o jogo! Ela estava tão concentrada que mal nos viu; se a Fabiola não ‘se jogasse’ na frente dela não teria nos visto.
Bom, tirando essa parte da corrida em si, do esforço físico, percebi que a Fabiola já teve suas primeiras sensações que só a corrida nos proporciona. Por exemplo: quem de nós sabe quais árvores frutíferas há na Beira Rio? Pois é, quando corremos, naqueles instantes solitários, onde só se ouve a nossa respiração e as nossas passadas, o som do vento, é que podemos notar os detalhes da nossa cidade, que no dia a dia não observamos, mas eles estão ali, bem na nossa frente.
Pois a Fabiola em duas oportunidades me disse que viu pés de amoras; mais na frente, quase no final, me mostrou uma mega família de Capivaras, com as criancinhas e tudo mais. Bom, o lance das Alegações Finais Orais (para quem não sabe, tanto eu como a Fabiola, somos advogados) é que ela não parava de falar um minuto; e eu preocupado, pois ela não iria conseguir ‘regular’ a respiração se continuasse falando. Tive que dar ‘uma chamada’ nela e dizer ‘Bila, fica quieta, te concentra, senão daqui a pouco tu não consegue mais correr’.
Meus caros, não sei o que a Fabiola sentiu, ou se vai se apaixonar pela corrida; mas como disse o Augusto (http://www.vamoscorrendo.com.br/) no seu comentário no Post anterior, para mim, a sensação foi a mesma de ter atingido um recorde pessoal. No fundo, eu queria que ela completasse uma volta, o que daria 3,6km. Essa era a minha meta. Eu estava errado, pois ela é quem deveria ter a sua meta e não eu.
Contudo, a maior lição no treino de ontem foi a Fabiola quem lecionou: mesmo sabendo que faltavam 200mt para completar a volta, por iniciativa própria ela disse ‘estou no meu limite, vamos parar’. Decisão digna de grandes atletas! E eu sei que ela poderia ‘fechar’ o circuito; sei também que o limite dela era mais psicológico do que físico. Mas a decisão era dela, e foi a mais correta, respeitou os sinais do seu corpo.
Divertimos-nos muito, acredito, rezo para que a Fabiola curta este esporte; sei que as dores virão no início, motivo suficiente para pensar em desistir. Mas, também sei que logo logo a endorfina vai fazer ela sentir o ‘barato da corrida’, ficará viciada, e contará os dias para o próximo treino. Gripes e resfriados? Serão coisas do passado! Correr na chuva será um momento de libertação e não ousará pensar ‘não vou correr com essa chuva, porque vou pegar uma gripe’. Correr é mais ou menos assim, você ganha de você mesmo, ganha dos seus limites, aprende a controlar sua mente insana, que diz ‘não dá para continuar’ e você responde ‘dá sim’, e no final você sempre ganha.
E a medalha de ouro (não há medalhas de prata ou de bronze) é o banho quente, a boa comida logo após, a cabeça vazia de problemas, a boa noite de sono. A foto depois do treino num primeiro momento revela uma Fabiola cansada; mas analisando melhor, quase me convenço de que ela quis dizer ‘eu consegui e me diverti pra cacete!’. E para terminar, a última frase da Fabiola foi: ‘Se eu não for trabalhar amanha é porque estou no soro!’. Acho que fiz uma super cagada, são 10h00min e nada da Fabiola!






