terça-feira, 18 de maio de 2010

Alô Turma!


Seres Humanos do Mundo Corrístico, escrevo-lhes apenas para dizer que estou na ativa! Sim, em que pese ter sido estuprado pelo Proctologista por três vezes eu ainda sou Ativo! Piadinha sem graça né? Mas,vou manter...

Iniciei os treinos semana passada e tenho intercalado corrida com Bike; ainda não passei da barreira dos 5,5km, mas pretendo em duas semanas chegar aos 10 km. Veremos como esse corpo sofrido se comportará!

Fim de semana foi puxado, fui passear na distante cidade de Farroupilha - RS. Estive na Festa Nacional do Kiwi; lá passeei pela cidade (linda, eu moraria lá fácil), visitei a Feira, e participei do 1º Festival de Moscatel, ocasião em que comi muitos frios e saí embriagado de tanto vinho e espumante; todos os tipos, seco, suave, rosê, e muitos outros. Deu aquele brilho nos olhos!


A cidade é de colonização italiana, super organizada, limpa e com os conterrâneos muito educados e receptivos. Não faltou galeto, polenta, sopa, massas e outras guloseimas italianísticas!



Apesar de tudo, especialmente do difícil retorno (saímos às 13h30min e chegamos às 21h00min de domingo), somado ao fato que na descida da Serra do Rio do Rastro não se via absolutamente nada, devido a forte cerração (a única forma de ver algo era por a cabeça para fora do carro, fato que me causou ranhuras no beiço e nariz escorrendo - ranho), consegui fazer um treino super legal ontem à noite.


É isso aí, parece que estou no esquema outra vez, animado e motivado, quase igual ao Rubinho Barrichello, que a cada temporada diz ter o melhor carro e será, sem dúvida, campeão!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Crepe Doce

Vocês já pararam para imaginar que existem comidas que num primeiro instante pensamos que a mistura pode não ser gostosa? Exemplo disso é o Crepe de Chocolate; como pode ser bom, se a massa é salgada, vai queijo nas bordas e dentro tem chocolate, doce ou salgado?!

Assim tem muitos outros exemplos 'gulumentícios', que já estão me dando água na boca! Mas calma Jú (Bons KM), esse Post não é sobre comida!

Depois de mais ou menos 2 meses afastado do mundo corrístico, ontem a noite voltei ao asfalto! Antes de sair, o famoso cafezinho para encher o tanque, a saber: dois pães de água, uma xícara de café, um copo de iogurte, uma banana e umas seis bolachinhas integrais de limão. Novidade: meu café agora é só preto e sem açucar, e é uma delícia! Depois do lanchinho um banho de uns 45 min bem quente.

Meus planos eram correr 5 km, mas sabia que a empreitada era praticamente impossível. Pois bem, lá fui eu, vestimenta, tênis, vitrolinha tocando, para variar, Metallica. A vontade era sair correndo feito louco, tamanha era a euforia! Caminhei uns 900 metros e comecei a correr, delícia! Que saudade!

Logo no primeiro quilômetro tive uma certeza: estou marcado feito gado! Mesmo depois de 2 meses sem correr, senti claramente que minha resistência não havia sofrido grandes danos! Meu DNA está carimbado! Resumindo: corri 5,5 km, ritmo confortável, sem muitas dores musculares e o melhor, não senti muita diferença na minha freqüência cardíaca, sinal que meu condicionamento não foi muito prejudicado!

E ontem estava tudo muito especial! Já estamos em maio, mês das noivas, não é mesmo?! Parabéns noivas e lamento muito! Então, a temperatura já está muito legal para correr, a noite chega a estar friozinho, uma delícia para sair por aí! Ontem à noite estava 15 graus. Muitas pessoas com roupas de inverno já.

Após a corrida, já em casa, pensei em tomar um dorflex para não sentir a dor pós treino; mas abandonei a ideia, era dia de sentir tudo o que a corrida proporciona, inclusive a dor, depois de tanto tempo afastado não poderia me dar ao luxo de renunciar a nada, tudo era e foi bem vindo, até a noite inquieta!

A corrida pode mesmo ser comparada a muitos outros ramos, como, por exemplo, a um Crepe Doce! Ontem eu queria mesmo era sentir calor no frio! Sensações opostas que misturadas mostram que você está vivo!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Culpa do Adão!

Tem um negócio me incomodando: fui ‘avisado’ que tentaram invadir meus espaços eletrônicos (e-mail e orkut). Quem sabe até conseguiram.

Eu não consigo imaginar os motivos que levam uma criatura a perder o precioso tempo para ficar ‘fuçando’ nas coisas alheias, que não lhe dizem respeito. Mas eu não me estresso mais com essas mediocridades; antigamente eu até ficava furioso, porque não gosto da ideia de saber que estão TENTANDO me controlar.

Se pedirem minha senha? Eu forneço, só não a roube!

Não que hoje eu não fique furioso, ainda fico, é claro, só aprendi a não reservar tanto espaço na minha ‘agenda’ para tanta imbecilidade. O fato é que nós, seres humanos, criaturas complexas, transbordando defeitos, agindo muitas vezes como cachorros, e no subterrâneo, sempre procuramos nos eximir de nossas culpas pelos desencontros que a vida nos oferece.

Reconhecer os próprios erros é tarefa das mais árduas; eu era assim, não admitia quase nunca minhas cagadas. Por muito tempo eu fui soberbo! Por muito tempo eu acreditei que era insubstituível em quase tudo! Bom esposo, bom irmão, bom filho, bom colega de trabalho. Que nada, eu era (quem sabe ainda sou) ruim em muitos quesitos!

Só que depois de ‘apanhar’ bastante, depois de comer o famoso ‘pão que o diabo amassou’, eu consigo aceitar meus erros e imperfeições com mais tranqüilidade. E faço isso por puro egoísmo! Concluí que preciso mudar, melhorar em militrocentas coisas; ser uma pessoa melhor, interagir, aceitar, perdoar, etc. Eu preciso me reinventar! E estou me saindo muito bem! Obrigado, não preciso de aplausos, egoísta, lembra?! Não é por vocês, é por mim! É uma premissa básica: Se sou melhor para mim, serei melhor para os outros.

Raciocínio oposto: fácil é enfrentar um problema e sair dizendo por aí que a culpa foi do fulano; moleza é sair cantando aos quatro ventos que tentou de tudo e mais um pouco! Claro, somos seres viciados, o idiota do Adão tinha que comer a porra da maçã! Pessoas assim culpam o coitado do Adão até hoje, mas não assumem seus erros...o cara só estava com fome, oras bolas!

Jamais seria louvável dizer que ‘eu também errei’, ‘eu fomentei o problema’, ‘eu fui grosseiro e estúpido por muito tempo’, e assim por diante.

Não, isso não! Eu fui perfeito, não merecia as tragédias da vida! Melhor dizer na rua que fui enganado, passado para trás, assim o ônus, os pesos da consciência, não serão meus, mas do outro! Sou a vítima, não o algoz! As pessoas vão defender minha tese, ainda que ela seja pura balela! Mas não irei dizer, jamais, ‘é, eu ajudei a destruir’.

Eu aceito conviver com isso...e convivo bem com a pecha de ‘culpado’....Contudo, minha consciência é leve como a gravidade! Eu me libertei faz tempo! Minha vida é clara, aberta, sem segredos, de cor branca, sem manchas, como SEMPRE foi!

Como EXCELENTE advogado que sou (umas das minhas mudanças é ter estima), jamais poderão me acusar de certar coisas; simples, fatos são fatos, alegações? Bom, ao menos se dê ao trabalho de consultar um dicionário.

Você, que tenta invadir minha privacidade: Vai tomar no cu!

P.S. Alguém quer minha senha? Por favor, mande um e-mail que lhe fornecerei!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Plim Plim!!!!!

“Bem amigos da rede Globo, voltamos ao vivo e em definitivo...”! Penso que todos conhecem essa frase do inusitado Chatão Bueno (esse infeliz parece imortal!), quando a transmissão da Fórmula 1 volta depois do último comercial! É isso aí, problema cuzal é passado! Fiz retorno ao médico e está tudo uma belezura! Recauchutado, função fisiológica saindo que é uma beleza! Além de o “asterisco” estar até, digamos, bonitinho! hahahaha

Voltar a correr? Ainda não estou liberado, preciso de mais uma semana, posso apenas fazer caminhadas, o que inicio hoje. Nesses quase dois meses longe do mundo corrístico muitas coisas mudaram na minha condição física. A principal delas? Bem, meu pânceps está bem visível! Mas foi um período de análises, de avaliar os efeitos da corrida e coisa e tal.

Ontem à noite ensaiei uma caminhada, daquelas apenas para olhar as vitrines, verificar as caminhantes, passos descompromissados na verdade. Conclusão: meu retorno será difícil, quase do zero acredito eu, algo do tipo Michael Schumacher, lento, bem para trás do Grid!

Mas eu sei bem o que deve ser feito e o tempo certo para reassumir minha posição junto aos melhores! Sei que não adianta sair correndo feito doido, esperar resultado igual antes de parar nos próximos meses, e assim por diante. E tem mais, considero que esse tempo parado foi legal para eu perceber uma coisa: a corrida estava quase se tornando uma coisa chata. E se for para ser chata eu não quero...

Por isso, nesta volta ao esporte preciso reencontrar o estímulo de acordar cedinho aos domingos para correr. E, creio que sei como fazer isso, mas veremos o desenrolar dessa Trama Felipística (adjetivo derivado do substantivo Felipe; novela da vida real, produzida e engarrafada no México).

Um estímulo super bacana foi ter conhecido um amigo fim de semana retrasado na Festa da Maçã em São Joaquim-SC (sensação térmica de -1ºC, Show do Calcinha Preta!), cujo nome também é Felipe. Pelo nome já é possível saber que o cidadão, apesar de feio, é muito gente boa! Digo estímulo porque eu e ele falamos em correr juntos numa corrida no Rio de Janeiro ainda este ano. Estamos amadurecendo essa ideia, e eu preciso voltar ao meu condicionamento, já que ele, o outro Felipe, está num nível legal.

É isso aí minha gente, aos pouquinhos eu irei narrando os eventos do mundo corrístico e os à margem dele! Afinal, a vida não é só correr, né! Felipe, agora em nova embalagem e com outro conteúdo! Mais achocolatado, digamos!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Separação, um ato de Amor

Estou a muitos dias parado, em recuperação da cirurgia da semana retrasada. Atividade física ZERO. Creio que meu retorno ao asfalto seja nas próximas semanas, e, creio ainda, em distâncias bem pequenas. Um renascimento, na verdade.

E quem disse que recomeçar é sinônimo de coisa ruim?! Talvez, possa ser uma oportunidade de, além de recomeçar, reavaliar a corrida, os locais de treino, mudar a relação com o esporte, analisar os objetivos, ou seja, tornar o esporte mais prazeroso. E, por que não, parar de correr?

Confesso que nos últimos meses estava treinando com certa sensação ‘desanimentícia’, quase que por obrigação, apesar de ter conseguido meu melhor tempo nos 10 Km. Nem a Runner’s eu esperava todos os meses com aquela empolgação; e quando a Revista era entregue, ficava lá em casa rolando de um lado para o outro.

Nesses dias de ‘encosto previdenciário’ tornei a sentir coisas legais! Vejo as pessoas caminhando, correndo, a temperatura está super agradável, fico imaginando a domingueira de sol bem cedinho! Enfim, parece que estou novamente me apaixonando pela corrida, de forma diferente, mas estou caidindo por ela!

Assim são todos os relacionamentos, tem horas que é preciso romper, alterar o rumo, sair fora, reconciliar, dizer ‘sim’ ou dizer ‘não’, sei lá, qualquer coisa que nos faça sentir vivos outra vez e dispostos a tentar mais uma vez, aqui ou acolá, não importa.

Enxergar as situações simples parece sempre mais complicado, por mais que elas estejam ali, bem na nossa frente; mas no período de afastamento, é moleza concluir que muitas vezes romper é um ato de amor, ainda que pareça o contrário! A corrida agradece e eu também, um ato amorístico bilateral.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Confissões de um Corredor - 3ª Parte


Eu poderia começar escrevendo que 'Confissões de um corredor' é parte de uma história triste de um pobre corredor amador....mas prefiro escrever por outra ótica; prefiro tratar esses problemas saudísticos com comédia. Alias,  há algum tempo eu não tenho sido mais eu; trato o mundo e os seres humanos de uma maneira completamente diferente, mas isso é uma outra história....

Meu problema cuzóide começou início de fevereiro, e desde então tenho tido dias de dor, sensação constante de desconforto... Cagar? Nossa, hora do verdadeiro suplício...a dor de cagar só não superou a das cólicas renais...tive dias de entrar no banheiro rezando...e dias em que saía do banheiro agradecendo a graça divina por ter cagado mole. Enfim, apesar de tudo isso, de todos esses dias de dor, não desanimei; reduzi meus treinos, mas em alguns dias eu estava lá; reclamei apenas da dor física, mas não coloquei a culpa em ninguém; não perdi o senso de humor e em momento algum fiquei me lamentando pelos cantos.

Contudo, após ter sido estuprado pelo Proctogolista, tentei um tratamento com remédios, na esperança de fugir da cirurgia; infelizmente, não deu certo e, na quarta passada (31 de março) o médico agendou a cirurgia para hoje (05 de abril) às 8h00min.

Já na quinta-feira (1º de abril) fiz o exame de sangue e a consulta com o anestesista; fui viajar no feriado de Páscoa para a distante Rio Rufino, sentindo a dor no 'zóio de porco'.

Visando economizar 70km de asfalto, resolvemos cortar caminho pela Serra do Corvo Branco. Saímos de Tubarão às 17h30min e pelas contas chegaríamos na subida da Serra a noite...para quem não conhece, essa Serra é de estrada de chão, estreita, sem nenhuma iluminação, inclinada e sem proteção nenhuma. Pior escolha não poderia ter feito, nunca senti medo de morrer...mas nesse dia eu pensei: 'acho que não terei que fazer cirurgia nenhuma, não será peciso' tamanho era o medo de subir a porra da Serra à noite.

Buracos? Não! Eram crateras no meio da pista...pedras que haviam rolado, e barrancos na metade da pista, mal passava um carro...pior que não dava para parar, perder a força do motor na subida era morte súbita...mas tudo de certo, para-choque do carro um pouco fora do lugar, algumas arranhadas no assoalho do carro e chegamos ao destino por volta das 21h20min.

Sábado fomos no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, na cidade de Bom Retiro; em momento raro de orações, agradeci os amigos, família e emprego; numa das Capelas havia um livro para os visitantes lançarem agradecimentos e fazer pedidos. Apenas repeti minhas oração e acrescentei 'obrigado pela saúde que tenho'.



Um pouquinho depois a Dona Sandra me indagou sobre se eu havia pedido sobre minha cirurgia; eu disse que não, que só agradeci ao que tenho e que não costumo pedir em minhas orações. Seguimos morro acima até ao Monumento do Divino Pai Eterno. Lugar lindo, bem no alto...lá embaixo, da-lhe pomar de maçã! Concorrente da Dona Sandra!

As últimas do Rio Rufino: A colheita de maçã já terminou, tudo estava mais tranquilo desde o feriado de Carnaval. Não se via mais os trabalhadores na fazenda, caminhões carregados de maçãs; o pomar estava pelado, sem frutas, só galhos. Agora só tem maçã de Refugo (vendidas para indústria de sucos, geléias, etc, ou seja, maçãs que não prestam para comer). Maçã, só ano que vem!

Enfim, o feriado foi demais, passeamos, conheci uma menina linda, Stéphanie (que aparece nas fotos ali de cima, sempre a direita), que muito tem me ensinado; passamos juntos todo o feriado. Há mais ou menos um ano ela sofreu um grave acidente de carro; permaneceu em coma, perdeu vários dentes, teve problemas neurológicos, cicatrizes, etc, etc, etc. Hoje ela está se recuperando, mas nunca vi e nem ouvi ela reclamar de nada. É uma estrela!!

A medida que o feriado ia terminando, as minhas dores iam aumentando. Sábado e domingo foram os piores dias desde que esse lance cuzal começou...Cheguei domingo final da tarde em Tubarão, já estava ficando ansioso com a cirurgia, nessas horas muitas coisas me passavam pela mente, como: 'será que eles vão fazer uma lavagem antes da cirurgia?' Confesso que no domingo eu comi poucas coisas, com medo de realmente ter que fazer uma lavagem cuzal...ao que me lembre não foi feito....'em que posição terei que permanecer?'. Bom, não lembro de muitas coisas, pois me colocaram para dormir.

Permaneci na recuperação até o meio da tarde, chegando em casa por volta das 15h30min. A novidade é que a enfermeira me disse que eu estava com um tampão no cu, e que deveria tirar quando chegasse em casa...questionei 'como eu vou tirar esse negócio? Vai doer?' Ela disse que era só puxar e que não iria doer. Acabou? Não!





Mais uma recomendação: 'Depois de você retirar o tampão, você deve usar absorvente por alguns dias'. Puta que pariu! Senti vontade de dizer: 'Moça, eu sou menino, lembra? Não mestruo...' Mas tá, estou aqui escrevendo usando absorvente Intimus Gel... já estive em situação muito pior!





Para finalizar, logo que cheguei em casa, isso depois de comprar os remédios e, sim, os absorventes, fui para o banheiro tirar a porra do tampão. A desgraçada da enfermeira me enrolou, não era um simples tampão, era O TAMPÃO! Gente, mais ou menos uns 15 cm...é isso aí mesmo, eu puxava a merda do tampão e não terminava nunca...creio que eu não tenha mais nenhuma prova cuzal de ser virgem...que merda!!


Aprendizado de um corredor bem humorado:

- JAMAIS se entregue, mesmo quando tudo parece estar uma merda só: e estava mesmo!

- JAMAIS perca uma oportunidade de fazer comédia: é um dos remédios para não se entregar;

- Nada está tão ruim que não possa piorar: Eu poderia ter que usar O.B.....mas estou de absorvente, melhor, não?!

- JAMAIS reclame por coisas tão pequenas como essa que estou enfrentando: o mundo está cheio de 'stéphanies', de pessoas com doenças terminais, sem cura; pessoas com frio e com fome;

- JAMAIS perca a oportunidade de ser uma pessoa melhor e com mais esperança: depois de um dia de chuva sempre apareçe um puta dia de sol!


Essa foto aí de cima não significa o 'V' de vitória, mas a posição em que meu cu foi operado, tipo, posição ginecológica!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Aviso Paroquial

Queridos amigos do mundo corrístico!

Serei breve no Post de hoje, possui apenas caráter de ‘aviso paroquial’. Pois bem, segunda-feira cedinho irei para a faca, o que deve me afastar deste microcosmo corrístico por longos 30 dias ou mais, sabe-se lá...E, não, não é uma pegadinha de 1º de abril, quem dera fosse!

Era isso, comecei o ano meio atrapalhado, mas ainda com muita esperança! Voltarei mais forte, mais motivado, e, tomara, sem mais problemas saudísticos. A vida é assim mesmo, mas não posso reclamar de absolutamente nada!

Abraço a todos e até uma bem próxima vez!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Profissão dos Corrísticos

Nossa, eu ando meio doido mesmo, cada ideia que venho tendo... há dias estou pensando (eu penso?) sobre o que escrever e hoje, me peguei pensando na profissão dos amigos virtuais, corredores/blogueiros, e fiquei imaginando como seria escrever nos seus respectivos Blogs, usando a linguagem das nossas tão estimadas profissões.

Não sei se vai prestar, e nem sei se vou colocar no BLOG esse Post; só estou sem vontade de pensar em alíquotas, base de cálculo, adicional de insalubridade, etc. Para perder a vergonha, vou começar por mim mesmo. Bom, vamos lá então:

Felipe e Luciana (advogados): De todo modo, ainda que se argumente que a prática de corrida é saudável, necessário observar alguns requisitos autorizadores da medida. Não obstante a entendimentos doutrinários em sentido oposto, é unânime que ingerir chocolate pode comprometer o desempenho. Ad argumentandum tantum, imperioso observar os ditames médicos. Publique-se, registre-se e intime-se. Pede deferimento.

Dani Kato Bietkoski (psicóloga): Calma, a vida pode nos reservar momentos de muita luz interior; a prática da corrida, segundo Froid, é uma atividade física intimamente conectada com a cópula. Há momentos de pura euforia, outros de pura cólera. O essencial é você, um ser iluminado, saber que é importante, e encontrar o seu verdadeiro ‘eu’ enquanto corre. Procure marcar um encontro com você mesmo, sinta seu coração, e verá que o Ego e o Superego e o Id estão sempre em harmonia.

Jorge UltraMaratonista (militar): Batalhão! Correndo, correndo! Um, dois, três, quatro, feijão no prato. Cinco, seis, sete, oito, comeu biscoito! Não pode parar Pelotão! Vamos correr, senão todos vão pagar agachamento no final. – 250 km depois de um trote regenerativo....‘Peço permissão para descansar, Senhor’! Permissão negada, Soldado'.

Shigueo, Thiago Melo e Yeda (Engenheiros): Pelos meus cálculos, considerando que a velocidade do vento está em 5 nós por milésimo de segundo, e a temperatura do sol está em 24 graus, aplicando a Lei de Petroviesk II, onde a raiz quadrada de Pi multiplicado pela Freqüência cardíaca máxima, necessário correr numa velocidade de 13km/h para fazer 10km sub 50 minutos. – Isso o Shigueo calculou durante um treino, OK?!

Augusto e Fabi (Publicitários): Nos dias de hoje é super importante que o mundo da corrida nacional tenha Design diferenciado, algo mais moderno. Para isso sempre buscamos novas Direct’s para as campanhas das assessorias de Piracicaba, incluindo tendências de Cyber, Press, Outdoor, dentre outros links de comunicação. O objetivo é atingir um nível de Titanium & Integrated, valorizando as Brand esportivas, fazendo uso de pouco Budget. Atualmente a tendência é Teaser.

Jú (Biomédica): Os glóbulos vermelhos da corrente sanguínea no momento da atividade ‘corrística’ ficam mais vermelhos, liberando uma carga maior de endorfina. Hoje estou desanimada, ontem também estava, e amanhã provavelmente também estarei; tudo fruto da combinação do cataclismo neurológico que desencadeamos pelas metáceas corporais. Realizar análises físico-químicas e microbiológicas para o saneamento do meio ambiente e melhorar o mundo corrístico é uma das minhas funções.

Mayumi (professora de japonês): Kurenu Toshi Kasa kite waraji Kasa kite Waraji Hakinagara Hakinagara. Nemu Karité kakashi no sode ya kakashi não sode ya yowa no shimo yowa Shimo. tatsutagawa momiji midarete momiji midarete nagarumeri nagarumeri wataraba nishiki wataraba Nishiki naka ya taenamu taenamu naka ya.

Leonardo Nista e Jeff (Processamento de Dados e Administração de Empresas com Enfase em Comercio Exterior e Analista de Sistemas, formando em Tecnologia de Sistemas de Informações): A lógica de programação do mundo corrístico estabelece diversos critérios, todos compilados na memória Ran do indivíduo. Algoritmos também podem ser usados conjuntamente com as assessorias esportivas, onde os vetores e arquivos seqüenciais auxiliaram na redução do ácido lático. No mundo globalizado, os contratos esportivos estão cada vez mais promptly reply com reasonable efforts dos organizadores.


Bem, to vendo que este Post ficou um lixo, melhora parar por aqui! Não citei alguns dos amigos porque uns eu desconheço a profissão e outros são as mesmas dos citados. Mas se quiserem, basta enviar a sua profissão que eu faço adaptações, vou adorar na verdade!!

Ante o exposto, pede deferimento! Quero dizer, tchau!!!

sábado, 13 de março de 2010

Confissões de um Corredor – 2ª Parte

Caros amigos e amigas do mundo corrístico! Obrigado pelos votos de melhoras e pelos votos de força! Bem, força eu não pude ter, do contrário perderia o resto daquilo que ainda se pode chamar de cu. Mas, tá valendo! Eu adoro vocês, que vieram aqui me zoar, rir, brincar e torcer por minha recuperação. Valeu mesmo!

Pois, muito bem! Creio que o evento hemorróidico de minha singela vida tenha chegado ao fim e, de forma bem trágica! Dia 12 de março de 2010... anotem esse dia, ao final eu conto o que significou!

Passei a semana toda sem correr, infelizmente. Antes fosse só sem correr; sem cagar, sem peidar e sem almoçar. Minhas únicas refeições eram o café da manhã e o da noite. Pretendia não encher o intestino grosso, evitando ter que fazer o temido Número 2. Ainda assim, tive que ir ao banheiro ao menos uma vez por dia durante esta interminável semana. Pequenas bolinhas duras; pequenas aos olhos, verdadeiros Icebergs na prática, tentando passar o estreito de Gilbaltrar, tristeza sem fim, acreditem!

Agendei consulta com o Proctologista (médico do cu) para o dia 22 de março; total descaso, tenho plano de saúde, o mais completo, e mesmo assim, consulta só para daqui a uma semana. Pagando tinha horário para o dia seguinte! É foda, coisas de Brasil, país de merda, de corruptos e da trapaça (desabafei); mas tudo bem, eu amo meu país! Como eu não agüentava mais, acabei agendando uma consulta particular mesmo. Lá se foram R$ 150 pratas.
A consulta foi dia 12 de março de 2010, às 15h30min. Confesso que estava apavorado; não se pode negar que nós, homens, fomos criados em uma cultura machista, e a ideia de mostrar meu cu para um médico não era nada interessante, muito pelo contrário! Mas, eu fui. Precisava acabar com esse sofrimento que já se arrastava (ou seria se rasgava?) por uma semana.

Cheguei à clínica todo pimpão, andando certinho, com cara de normal, tipo ‘eu nem sei o que estou fazendo aqui, me sinto ótimo’. Junto comigo chegaram um senhor, andando torto e mancando e um gurizão, que não conseguia disfarçar o medo e o desconforto nos seus passos apertados até a sala de espera. Eu fui bem calmo sentar-me numa das muitas cadeiras, peguei uma revista e fiquei lá, me fingindo de morto, querendo parecer invisível.

No fundo eu estava apavorado e uma cena não saia da minha mente: o médico mandando eu ficar de quatro para examinar. Caramba, eu estava prestes a passar por essa situação. Mas eu já tinha pago a consulta, não iria perder a grana! Fiquei aguardando uns 30 minutos e me chamaram. Entrei na sala do médico, cumprimentei o ‘estuprador’ e passei a responder questões de ordem prática.

Observei rapidamente o tamanho da mão do infeliz, queria me certificar que os dedos dele não eram super dedos ou grandes tentáculos, ou algo que lembrasse um pênis. Já cheguei dizendo o meu diagnóstico, descrevendo a dor, descrevendo o estado ‘cuzal’ que eu me encontrava; tudo na tentativa de fugir do exame clínico.

Não adiantou nada, o médico me conduziu para outra sala, pediu para eu deitar de barriga para cima e baixar as calças até o joelho! Meu único pensamento nessa hora foi ‘ufa, não vai ser de quatro!’. Após, pediu para eu virar de lado e ... bem, o cara abriu minha bunda e ficou examinando. Eu suava, juro por Deus! Acabou? Não, o pior estava por vir (ou seria entrar?).

O ‘estuprador’ disse ‘eu sei que vai doer Felipe, mas é necessário’; o filho da puta não esperou eu argumentar e, meus amigos, meteu o dedo no meu cu! Cara, eu só dizia ‘doutor, pelo amor de Deus, tá doendo demais, anda rápido’ e dava soquinhos na parede. É isso aí, aconteceu exatamente assim, a situação mais constrangedora que já enfrentei. A penetração durou segundos, mas pareceu uma eternidade, como diria o Faustão, ‘passou um filme na minha cabeça’. Lembrei de quando aprendi a andar de bicicleta; dos meus bonecos (bonecos HOMENS OK?!) de brinquedo; na primeira menina que beijei; na primeira que transei...teria tudo sido em vão?

Eu e o Diploma de 'Estuprado'



De todo modo, não há necessidade de intervenção cirúrgica; terei que mudar alguns hábitos, dentre eles, não fazer tanta força para expulsar o Número 2 e não ler no banheiro. OK, eu posso fazer isso. Bem, depois dessa situação, eu creio que o resto é moleza. A vida é assim mesmo, um dia estamos bem e no outro temos algum problema.

O estranho é que sempre aprendemos mais nos momentos ruins; eu tenho aprendido muito com os momentos de dor. Comecei esse aprendizado há uns 4 anos, quando tive um problema com cálculo renal e acabei internado por umas duas semanas; depois com a minha separação no final do ano passado; agora com esse lance 'cuzóide'; como eu disse para a Jú (Bons KM) só temos uma opção, seguir em frente e rir; lamentar não tem sido uma opção para mim, e espero continuar neste estado ‘comédico’ (adjetivo; ato de viver rindo da própria desgraça) de viver.

Pensei na saúde do pai de uma amiga minha, que está com câncer de reto, passou por inúmeras cirurgias, mas está bem, combatendo a doença, não há duas opções: o ato de respirar é involuntário, basta lembrar que respiramos dormindo. A opção é continuar vivo, oras bolas!

Como fiquei uma semana sem correr, não sei se conseguirei participar da corrida no próximo fim de semana; treinarei durante a semana e se estiver em condições razoáveis, devo ir, nem que seja para participar. Ainda em assunto corrístico, fiz um teste de pisada, e tive a confirmação daquilo que já sabia, de acordo com meus grandes estudos e conhecimentos internéticos, minha pisada é Pronada.

Essas são minhas canelas grossas, devidamente moldadas pela prática corrística
Dia 12 de março de 2010, o dia que perdi a virgindade do cu! Não recomendo! Zoem, brinquem, malhem de mim! Aconteceu! Mas estou bem e muito macho!!!!!

domingo, 7 de março de 2010

Confissão de um Corredor

Levei exatamente 52min e 52s para decidir se contava ou não o mal que me aflige nesses últimos dias. Antes, preciso contar que este tempo (52min e 52s) foi referente ao meu treino de domingo (07/03) na distância de 10 km. Fiquei contente com o desempenho, já que minha meta é fazer os 10 km sub 50 minutos já na corrida deste mês.

Contente porque sou o verdadeiro corredor às avessas: não faço musculação, não uso planilha, não faço parte de nenhuma assessoria, não aqueço e tampouco alongo; água? No máximo dois copos por dia, isso se a Bruna (nossa querida colega de escritório) levar na minha sala! E ainda bebo reclamando. Enfim, creio que é um tempo legalzinho, ainda mais que ando negligenciando, além de tudo, a regularidade dos treinos. É isso aí, fiquei satisfeito sim, preciso agora beber mais uns litros de coca e comer muitas barras de chocolate para tirar esses 2min e 52s...

Bom, vamos agora a parte mais difícil, que se refere ao título do Post, Confissões de um Corredor; antes queria dizer que três amigos virtuais foram super importantes na tomada de minha decisão em confessar: O Augusto (http://www.vamoscorrendo.com.br), a Fabi (http://corridaprasempre.blogspot.com) e a Lú (http://lucy-justrun.blogspot.com) . Pô, o Augusto foi importante porque teve a coragem de confessar que cagou no mato em um dos seus longões, e limpou o negócio com um pedaço de um abençoado papelão. A Fabi porque postou um texto sobre prisão de ventre; então, apesar do tom de comédia que sempre procuro conferir aos meus relatos, os lances também podem ser informativos. A Lú porque postou uma foto dela depois de vomitar durante uma corrida. Se eles tiveram essa força de espírito, eu também posso!

Vamos ao que interessa (estou sentindo um calor enquanto escrevo): estou com uma dor no cu desde sexta-feira. Pronto, falei! É isso mesmo, hemorróida! Eu acho que não tenho mais um cu e sim uma couve-flor, ou uma rosa desabrochada. É uma coisa muito dolorida, estou andando igual a caranguejo, meio de lado. E por esta razão, esse fim de semana abandonei iogurtes e derivados de leite, pois preciso evitar ir ao banheiro!

Ok, mesmo assim eu precisei ir ao banheiro hoje à tarde; foi uma experiência desesperadora! Eu estava entrando no banheiro como se estivessem me mandando para a câmera de gás. Não sabia o que me aguardava; não fazia ideia se veria sangue e se a dor seria insuportável. Imaginei eu jogado no chão do banheiro, caído sobre uma poça de sangue, ligando para o SAMU me buscar; sim, eu imaginei eu sendo levado pelo SAMU numa maca, de bunda para cima e um lençol branco com a marca de sangue. Os vizinhos assustados, pensando coisas.

Ainda bem que nada disso aconteceu, mas não pensem que foi coisa fácil! Levei o livro que estou lendo (Futuro da Humanidade) e não consegui terminar um parágrafo! Doeu demais! Na mesma hora larguei a porra do livro, coloquei em cima da pia, com os olhos marejados, comecei a rezar...não riam, ensaiei um Pai Nosso, mas nem isso eu fui capaz! Precisava encontrar algum conforto, nem que fosse na alma! Logo saíram três pequenas bolinhas, mas na boa, pareceram grandes tijolos atravessados. Chorei....desisti na mesma hora, tomei um banho quente e fiquei lá, paradinho.

Assim foi meu sacrifício hemorróidico; agora enquanto escrevo, sinto pequenas fisgadas no negócio, parece que está melhorando. Rezo para não precisar fazer o número 2 tão cedo.

Ah, depois de tudo, sinto mais felicidade pelos meus 52min e 52s nos 10 km, não bastassem as travessuras que depõem contra todas as técnicas de treino seguro, ainda corri com o cu parecendo estar rasgado. Desculpem o palavreado, mas escrevi com emoção, procurando ser mais fidedigno possível! Desejem-me boas melhoras!

Espero, com sinceridade, que os amigos e não amigos que por aqui passam não se assustem e deixem de visitar; apenas um relato de uum corredor que anda sofrendo...